Fenômeno El Niño e La Niña: como eles influenciam no clima do Brasil?

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É bem provável que você já tenha visto algum apresentador de TV falar que determinada alteração climática (chuva demais, seca etc.) era culpa do fenômeno El Niño. Para confundir ainda mais a cabeça, às vezes a responsabilidade vai para La Niña.

Poderosos, esses dois fenômenos são capazes de alterar o clima em todo o mundo. Mas o que é El Niño e La Niña? Quais são as diferenças entre eles?

Com o objetivo de responder essas e outras perguntas, preparamos este post com todos os detalhes sobre os fenômenos. Acompanhe e entenda como eles alteram a temperatura no Brasil!

O que são os fenômenos El Niño e La Niña?

O El Niño e La Niña são dois fenômenos climáticos caracterizados pelo aquecimento (Niño) e resfriamento (Niña) das águas do Oceano Pacífico, em uma região próxima ao Peru. Tais ocorrências causam uma série de alterações no clima do Brasil, como estiagem, chuvas acima da média histórica, aumento ou diminuição da temperatura etc.

El Niño e La Niña têm características próprias. A seguir, conheça as principais.

El Niño

Caracterizado pelo aquecimento das águas, o fenômeno ocorre normalmente duas vezes a cada 10 anos. Geralmente ele tem duração de 18 meses. No verão de 2015/2016 aconteceu um dos fenômenos mais severos de que se tem registro. As consequências foram várias: ondas de calor pelo Brasil, secas no nordeste, inundações no sul, entre outras.

La Niña

La Niña é conhecida por provocar o efeito contrário do El Niño. Ou seja, ela ocorre quando as águas profundas do oceano (que são mais frias) sobem para a superfície e resfriam aquilo que o El Niño tinha aquecido. Geralmente o fenômeno tem duração de 9 meses.

Durante o fenômeno — que vai ocorrer até meados de 2018 — também acontecem várias alterações climáticas. Em 2017, por exemplo, houve um aumento brusco dos ventos e das chuvas no nordeste do Brasil. Além disso, a temperatura média da região caiu.

Qual é a influência dos fenômenos no clima brasileiro?

O aquecimento e o resfriamento das águas do Oceano Pacífico geram massas de ar quentes e úmidas. Essas situações podem causar chuvas em abundância em algumas regiões e seca em outras.

A seguir, separamos as principais consequências de El Niño e La Niña. Confira:

Efeitos do El Niño

No norte: redução de chuvas no leste e no norte Amazônico. Quando isso ocorre, aumenta a incidência de incêndios florestais.

No nordeste: as áreas centrais e norte da região nordeste costumam sofrer com a seca. Já as localidades sul e oeste não são muito afetadas.

No centro-oeste: embora esse território não seja significativamente acometido, a região sul do estado do Mato Grosso do Sul pode receber chuvas acima da média e apresentar temperaturas acima do normal.

No sudeste: há um aumento moderado nas temperaturas.

No sul: além do aumento da temperatura, El Niño costuma causar chuvas acima da média.

Efeitos da La Niña

No norte: há uma maior incidência de chuvas na Amazônia, causando cheias expressivas em rios da região.

No nordeste: geralmente essa região também sofre com o excesso de chuva.

No centro-oeste: é comum o aparecimento da estiagem.

No sudeste: não costuma ter mudanças significativas no clima.

No sul: essa localidade também apresenta seca, principalmente no inverno.

Conseguiu entender como o fenômeno El Niño e La Niña interferem no clima brasileiro? Então compartilhe este artigo nas redes sociais e espalhe o conhecimento!

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